Município de Guimarães
Laboratório da Paisagem
A Infraestrutura Verde de Guimarães é compreendida como uma rede integrada de zonas naturais e seminaturais, que inclui diferentes tipologias de espaços verdes com funções complementares no funcionamento dos ecossistemas. Estes espaços asseguram múltiplos benefícios ecológicos, económicos e sociais, nomeadamente a conservação da biodiversidade, a regulação e drenagem das águas pluviais, a adaptação às alterações climáticas, a promoção de oportunidades de emprego, a valorização dos recursos florestais e dos espaços verdes, e ainda a disponibilização de áreas de recreio e lazer em contacto com
a natureza.
A Estratégia Local de Infraestrutura Verde e Adaptação às alterações Climáticas (ELIVAAC) assenta numa abordagem territorial integrada, que articula e operacionaliza os principais instrumentos estratégicos e regulamentares do município. Este alinhamento visa garantir coerência entre os objetivos ambientais, sociais e económicos do concelho, consolidando a aspiração de Guimarães na construção de um território mais resiliente, biodiverso e sustentável. Assim, a ELIVAAC de Guimarães surge como como um instrumento de convergência estratégica, que traduz em ações concretas os princípios, objetivos e compromissos assumidos pelo município nas suas políticas ambientais, territoriais e climáticas. Esta abordagem integrada reforça a capacidade do território para enfrentar os desafios do presente e do futuro, promovendo um território coeso, resiliente e inclusivo.
O objetivo principal é garantir coerência entre os objetivos ambientais, sociais e económicos do concelho, consolidando a aspiração de Guimarães na construção de um território mais resiliente, biodiverso e sustentável. A Estratégia procura criar um território mais sustentável, resiliente e coeso, promovendo a biodiversidade autóctone, aumentando os serviços ecossistémicos no território e reduzindo a sua vulnerabilidade aos riscos derivados das mudanças climáticas.
A metodologia concebida e aplicada à ELIVAAC de Guimarães assenta num modelo de planeamento adaptativo, estruturado num ciclo contínuo de aprendizagem e ação. Este processo inicia-se com o diagnóstico territorial e ambiental, que fornece a base de conhecimento necessária para identificar vulnerabilidades, potencialidades e desafios. Os resultados desse diagnóstico orientam a formulação de uma visão estratégica clara, a qual estabelece as prioridades e metas a alcançar. Essa visão é posteriormente materializada em propostas espaciais concretas, que traduzem os objetivos em soluções de ordenamento e desenho territorial. Segue-se uma fase de priorização e regulamentação das ações, em que se definem critérios de prioridade, impacto e viabilidade, assegurando que as intervenções são implementadas de forma eficiente e
coerente com os instrumentos de gestão territorial existentes.
A execução das ações é acompanhada por um sistema de monitorização contínua, que permite avaliar os resultados alcançados e medir o grau de cumprimento dos objetivos estabelecidos. Estes resultados, por sua vez, sustentam o processo de diagnóstico, permitindo corrigir desvios, integrar novos dados científicos e ajustar a estratégia às condições territoriais, sociais e climáticas. Desta forma, a metodologia assegura que a ELIVAAC não é um plano estático, mas sim uma estratégia dinâmica e resiliente, capaz de responder aos desafios emergentes e de garantir a sua relevância e eficácia no médio e longo prazo.